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| Coordenador do Movimento Tiradentes
fará palestra na Estácio |
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| Movido “pela indignação
e pela impunidade que assola a política brasileira”,
o Juiz de Direito aposentado, Dr. Marco Aurélio Lyrio
Reis, está coordenando o “Movimento Tiradentes”,
projeto que tem como principal objetivo a “obtenção
de um resultado prático imediato”. A proposta
é iniciar uma luta, através de um projeto
de lei complementar de iniciativa popular, para mudar a
Lei de Inelegibilidade, conforme a previsão constitucional
( Art. 61, parágrafo 2°), e negar a elegibilidade
ao cidadão que tiver registrada em sua vida pregressa
alguma implicação criminal, como estar sendo
processado por peculato, formação de quadrilha,
corrupção ativa, corrupção passiva,
sonegação de contribuição previdenciária
e lavagem de dinheiro.
O Dr. Marco Aurélio está
divulgando o movimento através de manifestações
e palestras por todo o Brasil. Na próxima quarta-feira,
dia 17 de outubro, às 9h30 e às 19h30, ele
estará esclarecendo as propostas do projeto, para
alunos, professores e funcionários da Faculdade Estácio
de Sá de Juiz de Fora (FES-JF), no Auditório
Guimarães Rosa.
Em entrevista à Agência Experimental
de Jornalismo da Estácio, o juiz detalhou os principais
objetivos do movimento, além de explicar de que forma
a proposta pretende alcançar seus objetivos.
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Agência- Como surgiu o
movimento?
Dr. Marco Aurélio- Acho que a indignação
mora no coração de todos os brasileiros. A
meu ver, o pessoal de Brasília não pensa no
bem comum, e sim, só nos seus próprios interesses.
Políticos roubam e não são punidos
e os mensaleiros continuam por lá. Porém a
culpa não é nossa, pois não votamos
neles. Diante de tanto absurdos, tive a idéia de
fundar o movimento, para que a Lei da Inelegibilidade se
torne mais rigorosa com os crimes políticos.
Agência- Qual a proposta
do movimento?
Dr. Marco Aurélio- A idéia é recolher
30 milhões de assinaturas em todo o Brasil, até
30 de setembro de 2009, ou seja, um ano antes das eleições,
para que a lei possa entrar em vigor.
Agência- Como será
o recolhimento das assinaturas?
Dr. Marco Aurélio- Temos aparatos tecnológicos
suficientes para que a votação possa ser feita
através da internet, ou até mesmo, por meio
de urnas eletrônicas. Por isso, farei essa solicitação
ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para a viabilização
da proposta. Com o objetivo de que, no dia das eleições,
em 2008, seja disponibilizado um sistema para a votação
de adesão à lei, mas a participação
será opcional. Mesmo se não obtivermos o apoio
do TSE, continuaremos o movimento com muita garra, e conseguiremos
as assinaturas em papéis.
Agência- Após o recolhimento
das assinaturas, qual será o próximo passo?
Dr. Marco Aurélio- Estou na fase de divulgação
do “Movimento Tiradentes”, logo começo
a angariar as assinaturas e a última etapa é
levá-las para Brasília, para que a lei possa
ser aprovada pelos parlamentares.
Agência-Como será
essa última fase?
Dr. Marco Aurélio- Levaremos as assinaturas para
Brasília, para a tramitação da lei.
Então, todos os parlamentares irão dizer se
são a favor ou contra a lei, e a votação
será aberta e nominal. |
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Agência Experimental de Jornalismo
Jornalista Responsável: profª Letícia
de Sá Nogueira
Bolsista: Paloma Mayer- 6º período
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